Que o vento repentino as páginas folheou... Um livro exposto à brisa vaga e transitória... Cerraram-se as lombadas... E ele se calou. Breve... Tão breve o sonho... Tal como a memória De um passo na poeira quando alguém passou... Tal como as flores plenas... Tal como a vitória De uma borboleta alçando o primeiro vôo... Mas de tão breve, dele nunca mais me esqueço... - Esse sonho de amor que foi meu e foi teu! Tão breve sonho... E que também permaneceu, Como uma casa aberta a espera de um regresso... Como uma estátua inacabada sob um véu...
Breve
Mas foi tão breve o sonho... Tal como uma história
- E de tão breve, pouco ele me pertenceu...
(Paulo Mauricio G. Silva)
